Concurso IBGE 2021 pode não ser realizado

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A realização da pesquisa pode sim ficar inviável, uma vez que houve corte na verba, que aconteceu depois que foi aprovada a Lei Orçamentária Atual – LOA – na Comissão Mista de Orçamento.

No início de 2021 foi anunciado um novo Censo Demográfico. No entanto, muitos brasileiros, especialmente aqueles que têm o desejo de candidatar para participar como agentes, questionam se realmente vai haver concurso no IBGE, uma vez que, no cenário atual, o IBGE conta com recursos financeiros bem menores e a presidente se demitiu recentemente.



O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – tinha como orçamento inicial cerca de 2 milhões de reais para realização do Censo. Entretanto, houve uma redução de 96% em relação a este valor. Com isso, o IBGE conta apenas com 71 milhões e há dúvidas se isso é suficiente para a realização do Censo. Além disso, no dia 26 de março, a presidente do Instituto pediu demissão do cargo, mostrando que órgão vivencia uma grande crise. Sendo assim, será que esses inconvenientes podem cancelar a grande pesquisa sobre a população brasileira, cancelando o concurso público que geraria renda para cerca de 204 mil brasileiros?

Pois bem, a realização da pesquisa pode sim ficar inviável, uma vez que o corte na verba aconteceu depois que foi aprovada a Lei Orçamentária Atual – LOA – na Comissão Mista de Orçamento. Mas para onde então foi o dinheiro?

O IBGE, assim como outros setores da sociedade, perdeu a verba, pois o Congresso resolveu redirecionar o dinheiro que estava destinado à pesquisa para outras obras que contemplam o interesse dos parlamentares.



Sabe-se que as vagas para o concurso público estavam dispersas entre quase 5.300 municípios, espalhados por todos os estados do Brasil, sendo uma oportunidade de emprego formal para inúmeros brasileiros durante uma crise econômica bem séria pela qual passa o país.

A previsão era que as provas seriam realizadas entre os dias 18 e 25 do mês de abril, os dias variando de acordo com o cargo de escolha durante a realização da inscrição. O IBGE tinha em seus planos realizar uma visita em todas as residências do país, que juntas representam quase 71 milhões, a partir do mês de agosto deste ano.

Até o momento o IBGE não se pronunciou sobre o que deve acontecer com o concurso. Inúmeras fontes já tentaram entrar em contato tanto com o IBGE quanto com a Cebraspe, que é a banca organizadora do concurso, porém os órgãos não responderam qual será o desfecho do certame.

Até o momento, o IBGE liberou uma nota afirmando pedir que o Ministério da Economia o oriente sobre o que deve ser feito sobre a operação censitária, já que, como está previsto por lei, ela deve acontecer a cada dez anos.

O IBGE e a Cebraspe também não passaram as informações sobre quantas pessoas realizaram a inscrição para o concurso, como também não revelaram como aconteceria a devolução do dinheiro das taxas pagas pelos inscritos caso a prova tenha que ser cancelada.

Em 2020, quando o Censo foi adiado, todos os participantes que pediram reembolso tiveram o dinheiro das taxas de inscrições devolvidos.

A única solução para que o Censo 2021 acontecesse seria o Congresso dar mais verba ao IBGE, o que pode acontecer ao longo do ano, contudo não há qualquer garantia de que isso possa acontecer.

Depois que se seguiu a votação do Orçamento no Congresso, em que a verba foi reduzida majoritariamente, Susana Cordeiro Guerra, a então presidente do IBGE pediu a demissão do cargo. Ao ser questionada, alegou estar saindo por questões pessoais e que deve permanecer no cargo até que um substituto seja nomeado.

O corte de verbas para o novo Censo 2021 foi mal visto pela Associação Brasileira de Estudos Populacionais – Abep – e pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE – Assibge – que viram como uma afronta à população e à democracia, ao tirar o dinheiro do estudo populacional para beneficiar militares e parlamentares.

Por Sirlene Fátima Oliveira Justo



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